Terça-feira, Março 24, 2009

Para todos os que tiveram paciência para aguardar,
Para todos os que sempre entenderam que há ainda muito para dizer,
mudámo-nos para aqui.

Porque razão? Alguma há-de haver...

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008



Monginho, in Jornal Avante, ed.3.Jan.2008

Terça-feira, Dezembro 18, 2007


O P.P.I

Na última semana de Novembro foi levado à reunião da CMPS, sob proposta de Taveira Pinto, o Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos do Município para o próximo ano.
Este documento é nuclear para a execução e actividade financeira da administração local, pelo que por analogia (e contrariamente aquilo que o próprio Presidente da Câmara diz), é um documento estratégico que reflecte as opções políticas adoptadas e a adoptar.
Mais uma vez, como manda a tradição democrática desta maioria do PS, o plano foi entregue aos vereadores em regime de não permanência – leia-se: oposição, na antevéspera da sua discussão, facto que como se depreende, não possibilitou a necessária e exigente análise aprofundada do documento.
Ainda assim e fait-divers à parte, foram detectados um rol de incoerências e discrepâncias que vão desde acções já aprovadas pela Câmara Municipal e que aparecem como não iniciadas, até ao facto de o ano passado aparecerem projectos já iniciados e que este ano constam em fase antecedente. Outra: em três anos sucessivos, as mesmas obras aparecem com percentagens de financiamento comunitário diferentes. Outra ainda: o plano contempla projectos que ninguém sabe muito bem o que são, mas que fica sempre bem colocar, como os pomposamente denominados Pólo Regional de Competitividade e Inovação e o Centro de Formação de Cultura Contemporânea.
De facto, pela a análise comparativa que se fez com o(s) ano(s) anterior(es), está plasmado no documento a falta de rigor político, característica intrínseca desta forma de gerir território: continuam a ser sucessivamente repetidos, adiados e transferidos Programas e Acções do Município sem qualquer execução – 2009, o ano das eleições ainda vem distante... Pasme-se que nem o próprio presidente da Câmara sabia que já não constavam no plano por ele proposto a discussão, recorde-se, os Projectos para o Recinto da Feira, em Ponte de Sor e a Requalificação Urbana da Entrada Poente da Cidade, correspondente (por acaso) às obras actualmente a decorrer na Estrada de Abrantes até ao Domingão!
Relativamente ao primeiro, é mais que perceptível que provocará o definhamento dos já empobrecidos eventos emblemáticos da cidade, como a Feira da Ponte, por exemplo; e, ao segundo, a prova comprovada de que por mais rigor que a lei exija, é possível fintá-la e meter no mesmo saco os trabalhos de execução de uma valeta e a intervenção urbana de média escala em locais distintos do concelho.
O orçamento de tudo isto, na sua essência, não difere dos anos anteriores deste mandato, o que significa e reforça a ideia do mais que provável: alterações pontuais durante o próximo ano.
A quadra natalícia sugere solidariedade e amor ao próximo, pelo que o dito PPI e orçamento foi aprovado em uníssono. Pela maioria PS, claro!
João Pedro Amante, in. Jornal A Ponte, ed. Dezembro.2007

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007



Os deputados socialistas eleitos por Portalegre garantiram hoje [21.Nov.2007] que o Plano de Investimentos do Estado para 2008 prevê «um aumento de 27 por cento» no investimento na região, o que consideraram ser «uma vitória para o distrito».
«O Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o distrito passou de 36 para 45 milhões de euros, o que representa uma evolução de 27 por cento, em relação ao ano anterior», declarou Miranda Calha.
Congratulando-se com as verbas inscritas no PIDDAC para o distrito, Miranda Calha e Ceia da Silva salientaram que também se regista uma «evolução de recursos» para as autarquias locais.
«As autarquias locais beneficiam de uma evolução positiva de 05 por cento, tal como está consignado na lei«, referiram, em conferência de imprensa.
Miranda Calha considerou que o aumento das verbas inscritas em PIDDAC para Portalegre traduz »uma vitória para o distrito«, uma vez que a região, em comparação com outras zonas do país, «não ficou nos últimos lugares». [...] -
in Diário Digital, 21.Novembro.2007

Vamos por partes para ver se percebemos:

1 - O concelho de Ponte de Sor, a terceira cidade do distrito, mantem-se no 7º lugar do ranking do distrito de Portalegre no que refere a investimentos da administração central;

2 - Comparativamente ao ano passado, o PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, caíu de 107000€ para 27000 €;

3 - A diminuição efectiva de investimento, quer no distrito quer no concelho de Ponte de Sor, ultrapassa todos os níveis de preocupação do que se entendem como eixos estruturais mínimos para a dinamização económica e social do Norte Alentejano e de um concelho com as características do nosso.

Se eu fosse um dos dois deputados do PS, eleitos pelo Distrito de Portalegre, ou qualquer outro militante do partido do governo, coraria de vergonha com as declarações prestadas.

Talvez também seja por isso que estejamos em época baixa de discursos sobre desenvolvimento sustentado...

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

...Também sobre os sacos de plástico

O blogue Filhos da Ponte é a favor da criação da taxa sobre os sacos de plástico. Porquê?! Porque há alternativas...

O que se falou ontem e anteontem nas rádios e TV’s, o que se escreve hoje e escreverá amanhã nas crónicas do jornais, corre o risco de se trasformar num conteúdo tão poluente como o volume gerado pelos sacos de plástico, cujo uso, a taxa pretende penalizar.

Se nas caixas dos supermercados o(a) operador(a) não colocar um pacote de bolachas já de si devidamente embalado, em plástico, num saco diferente da caixa do bolo rei, hermeticamente fechada, em plástico... Ajudaria!

Ainda e sobre os sacos de plástico...
Vítor Dias toca na ferida: e as embalagens de água engarrafada, não são taxadas? "Aqui há gato!"

Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Com o acordo PS-PSD, para a revisão da lei eleitoral autárquica, já ficamos a meio caminho de termos novamente regedores nomeados pelo governo.

Terça-feira, Novembro 27, 2007

Amanhã vai à discussão, na Reunião da Câmara Municipal de Ponte de Sor, o Plano Plurianual de Investimentos e o Orçamento para 2008.
A bordo nada de novo:
- a oposição não foi ouvida;
- os documentos só foram entregues dois dias antes da reunião;
- o PS vai aprovar e calar;
- o “Ecos do Sor” vai dizer que o concelho se vai afirmar no ano de 2008;
- etc, etc, etc...
[...] sempre que o desenvolvimento entra em crise, sempre que o povo convive com elevados índices de pobreza, de desemprego, os direitos de participação política empobrecem, são alvo de ataques por parte dos poderes públicos que entendem necessário sufocar a liberdade de crítica em relação a políticas que provocam a pobreza e o desemprego. [...] Não podemos admirar-nos que, numa situação como a que se vive hoje em Portugal de profunda degradação dos direitos económicos e sociais, encontremos vivendo a par e passo com essa degradação, a profunda degradação da democracia política.
[...] Para este Governo, o inimigo n.º1 da segurança interna situa-se na área das pessoas que contra leis injustas se manifestam. Surge também a peregrina ideia de poder efectuar escutas telefónicas sem processo nem mandato judicial! O país inteiro é suspeito de agir contra a lei. Logo, é preciso que os ouvidos do imperador oiçam o que o Povo diz.
Com tanta desconfiança no Povo, apetece dizer com Bertold Brecht: Não seria melhor para o Governo dissolver o Povo e eleger outro?
[...]

Segunda-feira, Novembro 26, 2007


O percurso político do Super Mário é sobejamente conhecido.
Mesmo com o desconto à lucidez do senhor, é-me difícil entender tamanhas críticas ao Governo do seu Partido.
Recorrendo à memória, não foi Mário Soares e o PS que mandaram construir a gaveta para trancar a sete chaves o socialismo que defendiam?

O “defensor do Estado Socialista” exige políticas de esquerda ao PS de Sócrates, como se não tivesse sido ele o responsável por importantes processos de privatização, abrindo a porta aos actuais monopólios, a desmantelar o aparelho produtivo iniciado com a reforma agrária, a aderir à CEE sem consultar o povo, a inventar a polícia de choque, etc, etc...
“[Meter o Socialismo na gaveta] Essa expressão é uma antiguidade. [...] eu nunca aceitei que tenha metido o socialismo na gaveta. Quem inventou isso, claro, foi o Partido Comunista, que disse que eu estava a meter o socialismo na gaveta. Porque, realmente, há tempos para tudo.” - Mário Soares ao DN, ed. 25.Nov.2007
Então em que ficamos?!